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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Computação Musical

A computação musical é uma área da ciência da computação dedicada ao estudo das aplicações dos computadores a problemas musicais [E. M. Miletto].

A computação musical envolve o estudo de métodos e algoritmos para a síntese e processamento de sons digitais e às técnicas de representação e manipulação de informações musicais.

O marco inicial da computação musical foi a criação do telefone. Invenção que estabeleceu que o som pode ser convertido em sinal elétrico. Em 1957, Max Mathews, considerado pai da computação musical, criou o primeiro software musical, o Music I. Que tocava 17 segundos de uma composição. A partir dai foi criado uma serie de programas musicais.

Na decada de 70 ja existiam ligações entre computador e instrumentos, mas foi só em 1983 que surgiu a MIDI para padronizar esse tipo de comunicação. Como o computador ja havia sido utilizado para musica, ele foi rapidamente empregado na ligação com sintetizadores através da MIDI.

Com o avanço da tecnologia, ouve um barateamento dos computadores e tambem uma simplicidade maior para aquisição de aplicações para computação musical. Hoje em dia podemos encontrar varios tipos de softwares musicais, com varias funcionalidades. Alguns desses softwares são:

Softwares para acompanhamento, que produzem ritmos em tempo real que permitem ao musico realizar composições e arranjos com certa facilidade. Para isso basta fornecer informações básicas sobre a música como: andamento, harmonia, instrumento e etc.

Softwares para edição de partitura, que auxiliam na composição e pré-produção. São usados para editar e imprimir partituras. Permitem que o compositor escolha o tipo de pauta, notas, claves etc.

Softwares para gravação de áudio. Próprios para gravação multicanal, produção e edição de áudio. Permite gravar múltiplas e simultâneas trilhas de áudio. Podendo manipular o áudio digitalmente para obter resultados desejados.

Enfim, existe uma serie de softwares musicais. Se há alguma duvida em qual usar, a resposta esta no tipo do trabalho que deseja ser feito.

Para desenvolver uma aplicação musical, existem varias ferramentas e ambientes de programação para computação musical. Como por exemplo:

MusicXML, que é um formato de arquivo de notação musical aberto. Que tem como ideia criar um tradutor universal para a notação musical ocidental.

JMSL, é uma ferramenta de desenvolvimento baseada em Java para experimentos em composição algorítmica, performance ao vivo e projeto de instrumentos inteligentes.

4ML, é uma linguagem de marcação para música e letra escrita em XML. Fornece uma forma independente de plataforma, flexível e simples de escrever musica.

JavaSound é uma API de baixo nível do Java, utilizada para controlar a entrada e saída de som de um computador. Suas principais característica é a alta qualidade do áudio capturado e seu pequeno uso do CPU.

Alem desses existem ainda o jMax, OpenMusic, SMDL e outros.


Para estudar computação musical, não necessariamente é preciso ser músico, mas, é claro que você não escapará de estudar alguns conceitos de música, o básico, mas necessário, pois, para achar a melhor solução de um problema é necessário defini-lo corretamente conhecendo suas causas e estudar o que pode ser feito.


Referência:

E. M. Miletto, L. L. Costalonga, L. V. Flores, E. F. Fritsch, M. S. Pimenta e R. M. Vicari. Introdução à Computação Musical

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Convergência Digital

Convergência digital é a integração de dispositivos e serviços que se convergem para interagir em um único ambiente.

Antigamente, os dispositivos eram criados e produzidos para fazerem apenas uma coisa. Televisão, agenda, radio, telefone, relógio, cada um com sua funcionalidade.

Com o passar do tempo alguns desses dispositivos passaram a integrar outras funcionalidades, para trazer um diferencial ao consumidor, destacando a praticidade, interatividade e o conforto trazido pela convergência de mídias em apenas um dispositivo.

Muita gente não sabe o que significa convergência digital, mas convive intensamente com ela. O exemplo básico de convergência é o celular. Com alguns movimentos podemos ter facilmente acesso à agenda de contatos, de compromissos, sms, câmera de foto e filmadora, mp3 player e muitas outras funcionalidades em um dispositivo que sua principal função seria telefonar. Tudo isso é facilmente encontrado nos mais simples aparelhos.

E o que podemos dizer dos poderosos smartphones?

A revista INFO Exame de Março/2011 saiu com uma matéria que diz: “Falar é o de menos”. Se referindo a uma nova safra de Smartphones. A matéria destaca que esses novos smartphones chegam com processadores poderosos e recursos que permitem filmar em 3D (e assistir sem óculos), jogar online e diz também que o smartphone brevemente substituirá também a carteira. Para pagar a conta com o aparelho bastará aproximá-lo de um leitor no caixa e a transação será feita instantaneamente, graças ao NFC.

O NFC (Near Field Communication), é uma tecnologia de transmissão por radiofrequência. Onde o caixa do estabelecimento possui um leitor do sinal NFC e o cliente aproxima seu celular que possui um chip NFC contendo as credenciais bancarias necessárias para transação.

E realmente só temos que concordar. Com esses smartphones, falar é o de menos, quando em um ‘simples’ aparelho na palma de nossas mãos podemos acessar GPS, checar e-mails, se relacionar em redes sociais, ter acesso a milhares de aplicativos e outras centrais de entretenimento de forma simples e rápida.

A convergência digital é uma tendência. As pessoas estão dispostas a pagar pelo conforto e comodidade. Então é normal que estas evoluções tecnológicas sejam vistas com bons olhos e façam cada vez mais sucesso. Assim a convergência digital irá cada vez mais evoluir.

Convergindo cada vez mais, visando sempre conforto e praticidade. Com seu avanço serão criadas novas tecnologias e novos dispositivos. Gerando novas áreas de atuações para profissionais da área de TI.